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O álbum físico, em formato CD, de Aline Lessa, já pode ser comprado na Loja virtual da Biscoito Fino.

Confira os detalhes descritos abaixo sobre este álbum.

Para comprar, clique no botão abaixo:

Álbum Aline Lessa já disponível em CD na Loja online da Biscoito Fino

Depois de seis anos de trabalho com a banda Tipo Uísque e um disco autoral, a cantora, compositora e multiinstrumentista Aline Lessa chega ao seu segundo CD, “Hoje falo por mim”, pela Biscoito Fino, e com selo da Garimpo (segmento de lançamentos da página Brasileiríssimos) onde dialoga com os sentimentos gerados durante e após a separação de um relacionamento intenso e o impacto que tiveram em sua vida. Aline quis montar uma pequena dramaturgia que passa tanto pela ordem das músicas quanto pela concepção artística do trabalho, assinada pelo artista Caio Riscado. O conceito do disco pode ser percebido em toda a identidade visual do projeto, reverberando uma ideia de renascimento, deixando para trás mágoas, arrependimentos e afetos. Domenico Lancellotti, produtor do disco captou essa ideia e propôs um disco sem pré-produção, uma foto daquele momento, traduzido em arranjos e climas.

“As músicas desse álbum foram todas compostas em um mesmo período. Eu estava vivendo um relacionamento muito intenso e conturbado e o que me trazia leveza era escrever. À medida que iam surgindo, as músicas não só me ajudavam a colocar para fora o que eu não conseguia expressar de forma objetiva, como me contavam o que eu mesma precisava ouvir”, revela. Segundo Aline, as músicas saíram de uma hora para outra, num curto período de tempo. As músicas, assim como os sentimentos que as inspiraram, passeiam por momentos bem densos e introspectivos, como em “Hoje”, onde Aline se acompanha apenas com o piano, e também momentos mais catárticos como em “Eu me cuido” brilhantemente recheada pelos sopros dos músicos da Orquestra Imperial, em arranjo de Elisio Freitas.

Sobre Elisio, produtor do seu primeiro disco solo e parceiro em quatro músicas, Aline é superlativa: “É multiinstrumentista, produtor, compositor, professor. Tenho um pouco de dificuldade de compor em parceria, mas com ele as composições sempre fluíram muito bem. Eu costumo chegar com letra e melodia e ele com harmonia. A música que abre o disco, por exemplo, ‘O seu amor’, foi feita em poucos minutos. Ele fez uma base e gravou, eu cantei em cima já com letra e pronto, nasceu. São sempre as minhas preferidas.”

Aline ouviu muita música brasileira, que é paixão de seu pai. Nelson Gonçalves, Gonzaguinha, Cartola, Chico Buarque, Vinicius de Moraes… “Meu irmão, por outro lado”, lembra ela, “só ouvia música internacional, então cresci ouvindo e tocando de tudo um pouco… MPB, pop, rock. Na minha adolescência me apaixonei por bandas como Radiohead, Metric, Portishead, que têm um som mais denso e introspectivo. Acho que daí vem a influência dos climas que procuro criar e dos beats eletrônicos. Hoje escuto muita música brasileira, acho que estamos muito bem servidos. Otto, Mãeana, Curumin, Céu, O Terno, Pietá, Baleia, Júlia Vargas, Duda Brack… a cada dia eu me apaixono mais.”

Única canção não-autoral do CD, “Indiferença”, de Zezé di Camargo, ganhou uma versão muito particular: “Ela tem uma mistura de nostalgia e identificação que eu nem sei explicar direito. Só sei que depois que cantei a primeira vez tive logo vontade de gravar. Já que o disco fala justamente sobre rupturas, a música caiu como uma luva.”

A relação com o músicos foi parte essencial na gravação deste novo CD, pontua Aline: “Sou muito fã dos músicos que convidei para gravar o disco. Tirando o Elisio, nunca tinha tocado com nenhum deles. O Lourenço Vasconcellos (bateria) e o Pablo Arruda (baixo) eram músicos que eu via bastante nos shows por aí e sempre ficava encantada. O Bem Gil (guitarra) e o Alberto Continentino (baixo em “Eu me cuido”), foram sugestões do Domenico, que eu já conhecia também, são geniais! Chamei o Felipe Pacheco Ventura para gravar violino na faixa “Não sei de você”. Aí, para fechar, o Domenico convocou um timaço para gravar os sopros em “Eu me cuido”, fiquei muito feliz com o resultado.”

Depois de tantas influências e participações, Aline Lessa não arrisca uma definição fechada para a sonoridade de seu novo trabalho: “É difícil definir o som que eu faço. Gosto de chamar de MPB porque é um rótulo bem abrangente. Mas ali tem rock, tem pop, tem trip hop… e acredito muito que é justamente das misturas que surgem as novidades.”

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